Estabelecendo Limites e Regras para Seus Filhos

8 de maio de 2013 5 comentários
Antes de falarmos sobre limites, ou e como dizer “não” aos nossos filhos, é preciso destacar que a a capacidade de dizer não à criança começa pela possibilidade de dizer “sim”.
Esse “sim” pode ser exercido na prática quando os pais estabelecem regras para o convívio com os filhos (dizer o que os filhos podem e devem fazer, como por exemplo: obedecer aos pais, brincar com colegas na rua em horário estabelecido etc). As regras podem ser compreendidas como uma espécie de “contrato de boa convivência” em grupo. 

Um exemplo para compreendermos essa questão pode ser visto na utilização do termo limite. 

Nossa casa tem limites ou fronteiras com os vizinhos e com a calçada e isso determina até onde vai nossa casa e onde começa a casa do outro. Se alguém invadir nosso espaço, isso gera constrangimentos e brigas. Quando pensamos em limites para os relacionamentos sociais (entre as pessoas), é importante ensinarmos aos nossos filhos quais as fronteiras entre os comportamentos socialmente corretos e aceitáveis e os que não são, para que eles aprendam a respeitar essas “fronteiras” e evitar conseqüências desagradáveis (por exemplo, a criança precisa aprender que se quebrar a vidraça da casa do vizinho, isso terá um custo ou uma conseqüência: ela não poderá assistir TV naquele dia e seus pais terão que comprar uma nova vidraça para o vizinho).

Para estabelecer regras você, mãe, precisa:

1. Decidir quais serão, dentro e fora do ambiente familiar, as principais regras da casa. Para isso, faça uma lista sobre quais comportamentos você quer que os seus filhos comecem a apresentar (ou continuem apresentando) e quais não serão aceitos (não devem acontecer). Se você tiver um companheiro, converse demoradamente com ele sobre essas regras, tentando chegar a um acordo. Os dois precisam estar de acordo para que não haja discordâncias entre o casal, caso contrário, a criança ficará confusa. Para facilitar o estabelecimento de regras, é importante que seja elaborada uma rotina para a casa, com os horários das principais atividades das crianças (horário de acordar, tomar café da manhã, ir à escola, almoçar, fazer tarefas escolares, brincar, tomar banho, jantar, contar sobre o dia na hora da conversa familiar, assistir televisão, horário de dormir).

2. É importante considerar alguns aspectos antes da escolha das regras tais como:

• O número de filhos (se você tiver mais de um filho, terá que ter regras comuns a todos e algumas específicas para cada um, de acordo com a necessidade de cada filho).
• A idade da criança (crianças muito pequenas não compreendem certas regras). Além disso, é importante mostrar para as crianças que os pais também seguem regras (dar exemplos tais como: o horário de trabalho, a execução das tarefas domésticas).

3. Escolha um momento em que não esteja com raiva e que seus filhos não tenham apresentado comportamentos inadequados. Explique de maneira clara e, com calma, as regras da casa. Impor uma regra não significa colocá- la de forma agressiva e, por isso, não se deve gritar, esbravejar ou fazer ameaças. Pergunte se seus filhos entenderam as regras e abra espaço para uma conversa sobre o assunto (eles aceitarão com mais facilidade as regras se as compreenderem e sentirem que estão sendo valorizados em suas opiniões). Esclareça quais são as conseqüências tanto para o cumprimento quanto para o descumprimento das regras. É importante que os pais acompanhem o cumprimento e o descumprimento das regras pelos seus filhos.

• Um dos objetivos de se utilizar consequências para o rompimento de uma regra ou apresentação de comportamentos inadequados/ adequados é mostrar para a criança que ela é responsável por seu comportamento.
• Quando uma regra for quebrada, não apresente a consequência logo de cara. Você, primeiramente, dá uma advertência à criança dizendo ou mostrando a ela que se comportou de forma inadequada e deve descrever qual será a consequência, caso ela repita tal comportamento.
• Lembre-se de que as consequências nunca podem negar o direito das crianças às necessidades básicas (alimentação, educação, higiene, afeto) ou lhe causar dor.
• É importante preservar a harmonia entre pais e filhos e, por isso, evite confrontos desnecessários com a criança, pois isso serve para ensiná-la a se comportar de forma agressiva.

O que fazer quando as regras forem desrespeitadas?

É importante planejar algumas medidas a serem aplicadas, quando a regra for quebrada. Uma regra descumprida deve ser seguida de uma consequência, nunca de uma ameaça!
Deve-se considerar a idade da criança para escolher as conseqüências. Um tipo de conseqüência segura e que apresenta efeitos positivos é a RETIRADA DE PRIVILÉGIOS!
Privilégio pode ser considerado como qualquer coisa que a criança goste ou deseje. A retirada de privilégio significa privar temporariamente a criança de algo que ela goste muito ou deseja ter. É preciso conhecer bem seu filho (coisas que ele gosta, atividades preferidas) para ter certeza do que pode representar um privilégio para ele, pois esta estratégia pode perder sua função se o que for retirado da criança é algo que não faz diferença para ela (por exemplo: passar um dia sem assistir TV ou sem jogar vídeo game). Lembre-se de que a retirada de privilégio não deve comprometer as necessidades básicas (alimentação, educação, higiene, afeto, cuidados de saúde) da criança.

• Além do cuidado ao se escolher um privilégio a ser retirado, é preciso usar bom senso para que o privilégio retirado seja compatível com o comportamento inadequado. Exemplo: o filho não poderá andar de bicicleta por um mês, porque tirou nota baixa em matemática (aqui há um exagero na conseqüência dada e, provavelmente, você não conseguirá cumprir essa regra).
• Antes de retirar o privilégio, você deve explicar à criança que isso ocorrerá, pois faz parte da “regra” combinada. A criança deverá saber que será retirado um privilégio para que ela tenha a chance de escolher entre comportar-se de forma adequada ou inadequada e não se sinta injustiçada.
• O privilégio deve ser retirado logo após o comportamento. Não prometa retiradas de privilégios futuros, como dizer à criança que não irá participar daquele passeio que farão no fim de semana, por ela ter brigado com o irmãozinho na segunda-feira. Isso fará com que haja um espaço grande
entre o comportamento ocorrido e a conseqüência dada, dificultando a reflexão da criança.

Não ameace que irá tirar um privilégio, tire e pronto!
Varie o privilégio a ser retirado.
Nada de ficar dando sermão quando o filho se comporta de forma inadequada. Não fale muito, apenas aja. O sermão não funciona, a não ser para deixar todos chateados.






5 comentários:

  • Cibele Lima disse...

    Amiga, adorei as dicas! Bom que já vou sabendo como lidar com o Pedro a medida que for crescendo! rs
    o botao tá funcionando direitinho? eu cliquei nao deu...se tiver algo errado me fale que eu arrumo! bjo

  • Cristiane Lima disse...

    Limites são importantes, confesso q ainda não fiz com o Joseph esta regra, até pq ele não entenderia, mas vou seguir as dicas, adorei!
    bjss

  • Anne Lieri disse...

    Toninha,uma orientação perfeita que serve para mães e professoras tb!bjs,

  • Jaiane Amorim disse...

    Oi Toninha!
    Retribuindo a visita! =D
    Adorei o post. Ainda não tenho filhos, mas minha irmã tem uma, e ela sempre reclama que a filha só quer fazer as coisas do jeito que ela quer... Vou passar pra ela da uma lidinha...
    bjinhos
    P.S: Adorei seu blog!!!!

  • Lwsinha Mc disse...

    Faço e encorajo pais a usarem com os seus filhos. Infelizmente muitos pais sentem culpa se tiverem de pôr limites ou mesmo dizer não, como sugerido no seu post anterior.

 

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